10 de junho de 2017

Alexandra Sombra

O que fazer no Vale Sagrado no Peru?



Sabe como é, olhar pro horizonte e visualizar vale sem fim, com uma beleza tão genuína e perfeita, que mais parece cenas da Middle-earth criada pelo escritor britânico J. R. R. Tolkien na trilogia Senhor dos Anéis. Me senti como o Frodo Bolseiro, pequeno no meio de tanta grandeza. O Perú me causou essa sensação, seja pela beleza estonteante da natureza, seja pelo carisma de seu povo ou pelos mistérios que sua história guarda. Mas, filosofia a parte,  vamos ao que interessa... passamos dois dias inteiros na cidade de Cusco antes de ir pra Machu Picchu, e apesar de ser um curto espaço de tempo, aproveitamos da melhor forma possível. 

Ao redor da Plaza del Armas há muitas agências de turismo, então mesmo que você chegue em Cusco sem saber o que fazer, não vai faltar opção, há passeios de quadriciclo,  passeios a pé, de ônibus, passeios por vales de areias coloridas e dar até pra conhecer o lago Titicaca ou as linhas de Nazca . No nosso caso, como o tempo era curto, no primeiro dia aproveitamos pra conhecer os principais pontos da cidade, pra isso andamos de bus tour pela manhã e em um city tour a tarde, pra saber mais sobre esse dia veja o artigo Cinco lugares pra conhecer em Cusco.

No segundo dia fizemos o passeio mais turístico na região, depois de Machu Picchu:

Sacred Valley 


O vale sagrado é uma região do Perú que está compreendido entre os povoados de Písac e Ollantaytambo por onde correm muitos rios, com terra fértil e onde se produz o melhor milho do país. Há várias ruínas com vestígios da civilização Inca espalhadas pela região. O passeio que fizemos começou às 7 da manhã e foi até 8 da noite. Passamos pelas cidades de  Pisac, Ollamtaytambo, Maras , Moray e Chinchero.  Muitos turista aproveitam o passeio pra ficar em Ollamtaytambo, de onde parte o trem pra Machu Picchu. É uma ideia interessante, principalmente se levar em conta o custo x benefício. Pra quem faz o passeio até o fim, também vai gostar de vê o processo de tecelagem e tingimento da lã de alpaca, feito pelas peruanas em Chinchero.


Pisac



A primeira parada é no Parque Arqueológico Nacional de Pisac que consiste em agrupamentos arqueológicos, entre os quais se destacam; plataformas, aquedutos, caminhos associados a muralhas e fachadas, cursos de água canalizados, cemitérios, pontes, etc. No Peru é comum os abalos sísmicos e a região tem sido muito afetada por isso, portanto havia vários pontos  com um grande risco de desabamento e fechado para visitação. Mesmo assim foi possível perceber a desenvolvida tecnologia utilizada pelos Incas, aproveitando todos os componentes da natureza. 
Saindo do Parque e passando pelo povoado de Pisac, vimos muitos Tuc-Tuc por lá, como não é comum aqui no Brasil, aproveitamos pra dar uma olhadinha de perto!! 


O lugar também é conhecido pela fabricação de jóias em prata, aliás de excelente acabamento e com preços justo , mas como prefiro investir em memórias em vez de objetos, fiquei só por admirar.

Ollantaytambo

Surpresa define nosso sentimento ao chegar em Ollantaytambo, todo mundo fala o tempo todo das ruínas de Machu Picchu , mas pouco se fala do sitio arqueológico de Ollantaytambo, que ao meu ver tem um formato de piramide. 
As ruínas ainda guardam muitas informações e o processo de canalização da água é surpreendente, você escuta um som de cachoeiras ou rio corrente em várias pontos do vilarejo, na verdade, é a água canalizada das montanhas que passa pela ruas , provocando esse som de queda d'agua . 
O lugar é o ponto de partida do trem que vai até Machu Picchu , e também uma parada inicial pra quem vai fazer o roteiro a pé, pois a partir desse ponto não há mais boas estradas. Com o boleto turístico, entramos no sítio duas vezes, a primeira no passeio e a outra quando fomos pra pegar o trem pra Machu Picchu. O lugar tem vários restaurantes e pousadas com um custo bem mais baixo que Cusco, então se o intuito é economizar, considere a possibilidade de ficar um dia e uma noite por lá, garanto que não vai se arrepender.

Maras


Salinas no topo da montanha, não me perguntem como isso é possível! Ele aproveitam a água que desce dos andes pra produção de sal , essas salinas existem a mais de  2 mil anos, mas hoje segundo nosso guia, sua finalidade é praticamente turística e para consumo local, pois não há mais exportação de sal pra fora do Peru. 

As estradas pra chegar até o topo é sinuosa e muito estreita, só passava um carro por vez, foi a parte de aventura do passeio, rsrs. Vi pessoas no ônibus rezando pra chegar vivo, porque realmente tinha hora que parecia que o veiculo ia cair despenhadeiro abaixo, sem falar na curvas, nunca sabíamos se vinha outro veiculo na mão oposta, e isso tudo em alta velocidade. A paisagem é muito bonita , na época que fomos ainda tinha gelo no topo das montanhas, mas não voltaria nesse destino, rsrs!

Moray

A 3.500 metros acima do nível do mar. A área arqueológica destaca-se porque mostra uma série de singulares plataformas circulares que parecem anfiteatros.
Para os pesquisadores, os terraços circulares de Moray funcionavam como um centro de pesquisa agrícola, onde cada nível oferecia um ambiente climático diferente e servia para cultivar diferentes plantas de forma experimental.
Outros estudos indicam que o lugar foi empregado para a observação astronômica e monitoramento de mudanças climáticas que poderiam apresentar-se, mediante o acompanhamento da luz solar e das sombras que apareciam das altas montanhas nesta área.


1. Contrate seu passeio em Cusco, na plaza del armas tem muitas opções e sai bem mais barato.  Passamos o dia inteiro no passeio que incluiu o almoço, self - service muito bom por sinal , por 90 soles o casal.
2. Se o tempo for curto pode tirar Maras e Moray do roteiro, não vai perder tanta coisa.
3. Pode aproveitar o passeio e ficar logo em Ollantaytambo, vai economizar tempo e dinheiro na ida até Macchu Pichu.
4. Se puder alugar um carro pra dirigir pelo Vale Sagrado, faça isso, me arrependi muito de não ter feito , as paisagens são lindíssimas e há vários mirantes no caminho que merecem uma parada. 



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